Para aqueles que gostam de uma autentica obra de arte a céu aberto, uma parede repleta de gomas de mascar!
Para talvez uma grande maioria ela pareça apenas o reflexo da falta de bom senso e de educação, o fato é que ela esta La mostrando nos o quão somos capazes de criar valores e conceitos dando vazão a multiplicidade do sentido da palavra arte.
Não foi de caso pensado que essa parede se tornou famosa:
Em 1993 grupos de pessoas que esperavam para entrar no Teatro em Seattle mastigava para vencer o tédio. Quando as pastilhas que lhes entretinham o cérebro perderam o sabor, eles colaram-nas na parede.
No início usavam-nas como meio de afixar moedas – quem sabe se para mostrar que tinham dinheiro para pagar as peças pelas quais esperavam e desesperavam - mas com o tempo foram-se as moedas e ficaram só as pastilhas. Mais concretamente, 4,57m de altura por 15 metros de largura de um “papel de parede” autocolante e de aroma frutado que não pára de crescer.
Os trabalhadores do Unexpected Productions’ Seattle Theatresports - donos da parede em causa - ainda tentaram por duas vezes raspar as pastilhas, mas desistiram por volta de 1998, quando funcionários do Pike Place Market se aperceberam de que a parede virara uma atracção turística, com as pessoas a aglomerarem-se para verem as pastilhas e formas de arte à volta delas, e não tanto as produções em cartaz.
De lá para cá, esta parede foi tomada de assalto e é agora uma autêntica galeria de arte a céu aberto. Desde mensagens a posters ou até cartões de visita, esta parede tem servido para afixar de tudo um pouco. Milhares e milhares de molares têm trabalhado este “barro” mui sui generis, mastigando-o até ele atingir o ponto de rebuçado, para depois o entregarem a dedos engenhosos que o esticam ou amassam, transformando-o em coisas tão surpreendentes e variadas como caras de tartarugas ninja, corações ou bandeiras. E assim, pastilha a pastilha, a parede não morre e o mito cresce.
E, ao que parece, para além do lado artístico esta simpática cultura de bactérias tem se revelado uma forte aliada dos municípios, que testam com a Gum Wall a resistência das pastilhas às adversidades atmosféricas e à passagem do tempo, conseguindo perceber como, e quanto, é preciso investir para as eliminarem das ruas. E a verdade é que elas resistem tão bem que quem sabe se daqui a muitos, muitos anos, quando hipoteticamente a Terra já não for habitada por humanos e seres de outros planetas visitarem os destroços do que sobrou da nossa história, esta cultura de bactérias impregnada de DNA humano que habita a Gum Wall deixe transparecer uma outra cultura: a nossa, glueing it all together.





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